O que pareceram longos períodos, olhando daqui, até que foram
muito curtos. Meados de Dezembro de 2010, nos despedimos dos
filhotes. Eles iriam para nova morada: o sítio. A Casa de Jacuípe já não tinha
a estrutura e espaço que eles precisavam. E como eles cresciam rápido. A cada
novo fim de semana eles pareciam dobrar de tamanho. O pelo estava cada dia mais
bonito e a personalidade de ambos se definia de maneira muito marcante. Boris,
tinha o jeito meio atrapalhado, até meio bobão. Por vezes, caíamos na
gargalhada observando esse grandalhão dormir com o focinho enterrado no pote de
água. E então ele acordava, desesperado, por não conseguir respirar. Sem
entender o que tinha acontecido e com muito calor, ele enterrava o focinho na
água outra vez para dormir e passados alguns segundos acordava d enovo. Era
patético, mas ao mesmo tempo adorável. Já Dominique, era a pequena lady. O
porte era de uma "dama". O Andar , o olhar , o jeito de se chegar na
gente e pedir carinho. Um poço dengo. E pirraça. O prazer era brincar de morder
Boris até o pobre gritar de dor.
Achava Dominique
uma cadela lindíssima, até Boris crescer. Eles eram, e são, lindíssimos. Mas
não podíamos mantê-los em Jacuípe. Então, na manhã do sábado de 18 de Dezembro,
os embarcamos no caro e levamo-nos para o sítio. A Viagem não foi muito
agradável. Eles enjoaram bastante. E tremiam. Por vezes tive vontade de pedir a
meu pai e Eric que voltassem com o carro e desistíssemos daquela ideia. Mas
eles estariam indo para um lugar melhor. Com muita área verde para correr e
crescer saudáveis.
O sítio era um paraíso, mas a distância entre nós aumentaria muito.
Eles já não estariam disponíveis para mim todo fim de semana. E já não poderia
estar com Boris em noites chuvosas ou com Dominique correndo pela grama em um
dia sol.
Dizer tchau no fim da tarde foi difícil. Mas os deixamos em boas mãos.
Eles seriam bem cuidados e em breve estaríamos juntos de novo.

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