B&D - Fihotes
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Verão, Calor e banho de rio
Dezembro foi marcado pelas despedidas. Dos 7 filhotes, ficamos com uma: Brisa.Pensando no bem estar dela, a transferimos para o sítio. Nossa preocupação inicial foi com a sua adaptação. Se Boris e Dominique a aceitariam, como seria a recepção e a convivência. 15 dias depois, eis que nossas preocupações nem eram tão graves. Brisa está feliz, entrosada e crescendo forte.


Para onde Boris e Dominique vão, ela corre atrás. Participa das incursões pela mata e os acompanha no banho de rio, mesmo não alcançando o solo como eles.
A preocupação agora é com possíveis problemas com os tais banhos. Por entrar muito fundo, ela acaba molhando muito as orelhas e minha dor de cabeça é que possa contrair alguma otite.
No mais, acho que fico feliz por vê-la feliz. E cada vez com mais saudade do carinho e das lambidas que ela dedica a mim quando me vê.segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
06 de Dezembro de 2012 - 50 dias
Os filhotes crescem como bolo no forno feito com fermento bom. Passar mais de dois dias longe deles é quase uma tortura. Sinto falta do choro às 4h30, do cheiro de cachorro e da carinha de alegria quando vamos saudá-los aos primeiros raios de sol.



Mamadeira, papinha, ração. Sei que não devia me apegar, mas começo a pensar para mão de quem, cada um deles vai. Se vai tratar com o mesmo carinho e dedicação que estamos direcionando a eles por mais de trinta dias.
As personalidades começam a aparecer e se antes era uma loucura tentar identificar cada um deles, agora é impossível confundi-los. Os machos (3) começar a dobrar de tamanho mais rápido que as fêmeas (4).
O Grandão, o Rabinho, o Malvado. A Dengosa, A Malcriada, A Barriguinha e a Cotozinha.

Eu poderia passar o dia aqui explicando o porque dos apelidos, mesmo não querendo nomeá-los, pois não teria razão de fazê-los se todos eles terão que ir embora. Basta dizer que estão todos saudáveis, vermifugados, medicados, com acompanhamento de veterinário quinzenalmente e ... impossíveis!

O espaço começa a ficar pequeno e como toda criança feliz, eles brincam agitadamente até ir caindo cada qual no seu cantinho para dormir, exaustos.
Cuidar dos sete está ficando cansativo. Assim que acabamos de limpar o trabalho de um, trocamos o jornal, desinfetamos o lugar da sujeira, recolocamos o jornal limpo e sentamos, vem outro e "batiza" o que estava recém organizado e tudo começa outra vez.
Eles têm acordado cada vez mais sujos, por conta da quantidade de ração que agora ingerem. Mas observá-los tem sido a melhor terapia que encontrei nos últimos meses. E apesar de cansativo, é um trabalho, extremamente, prazeroso.
Eles são, extremamente, dóceis. Tenho ido e voltado de Barra do Jacuípe para Salvador, praticamente todos os dias durante a semana. Fico contando os segundos para voltar para casa e esfregar o meu nariz no pelo que fede a cachorro molhado. Felizmente, o melhor cheiro do mundo.
Me sinto muito inclinada a ficar com um deles, em especial. Mas isso mudaria toda a minha rotina. Se bem que, acho que já passou do tempo da minha rotina mudar. Vejamos o que acontece...
Mamadeira, papinha, ração. Sei que não devia me apegar, mas começo a pensar para mão de quem, cada um deles vai. Se vai tratar com o mesmo carinho e dedicação que estamos direcionando a eles por mais de trinta dias.
O Grandão, o Rabinho, o Malvado. A Dengosa, A Malcriada, A Barriguinha e a Cotozinha.
O espaço começa a ficar pequeno e como toda criança feliz, eles brincam agitadamente até ir caindo cada qual no seu cantinho para dormir, exaustos.
Me sinto muito inclinada a ficar com um deles, em especial. Mas isso mudaria toda a minha rotina. Se bem que, acho que já passou do tempo da minha rotina mudar. Vejamos o que acontece...
Surpresa!

Quando achei que estava começando a me acostumar a vê-los pouco, eis que chega a novidade: "Dominique teve 10 filhotes!" - "Hein?", "Como assim?"Resumidamente, o caseiro que tomava conta deles e do sítio, permitiu que Dominique engravidasse (pois não deu o anticoncepcional que ela deveria tomar), ela emprenhou, teve a ninhada e não me passa pela cabeça, por que cargas d'água, aquele infeliz não nos contou. Prefiro pensar que ele esqueceu!

Dos 10, sete sobreviveram, mesmo com as condições insatisfatórias que o infeliz ( acho que é um nome muito acertado para essa criatura!) os estava mantendo. Até hoje me pergunto o que segurou meu irmão de não fazer uma besteira.Enfim, para cuidar dos novos pequenos, Eric os levou para Barra do Jacuípe e aí, acho que você já sabe o que aconteceu... Barra do Jacuípe, aí vamos nós outra vez!
Matando a saudade
Com Boris e Dominique no sítio, as minhas visitas ficaram mais escassas. O acesso é ruim, e nem sempre estou disponível quando Eric vai lá, geralmente no meio da semana.Foi em uma dessas idas que ele me ligou novamente. Dominique não estava se alimentado e, muito possivelmente, estava sentindo a nossa falta. Já passava dos 40 dias sem vê-los e, mais uma vez, reorganizei minha agenda e fui para Jacuípe, para de lá, ir ao sítio.
Quando convivemos muito com uma pessoa é difícil perceber as mudanças mais aparentes. Ganho ou perda de peso, cabelo, altura, etc. Com os pastores não foi diferente. Eles tinham triplicado de tamanho. Boris fazia xixi quando nos via e Dominique chorava como se estivesse levando uma zurra de toalha molhada.
Se despedir mais uma vez foi de cortar o coração, ainda mais de tê-la alimentado com as minhas mãos. Acho que nunca vi olhar mais doce em qualquer ser vivo na terra. As visitas se intensificaram e pelo menos de 20 em 20 dias eu voltava a vê-los. Eles estavam cada vez mais selvagens. Corriam para dentro da mata e se jogavam no rio como se tivessem feito aquilo a vida inteira. E estavam sempre alertas. Barulhos indetectáveis por nós, era motivo para latidos alvoraçados e dentes a mostra. Alguns minutos depois a razão do barulho aparecia ainda muito distante da casa. às vezes outro cão, ou simplesmente uma pessoa passando do outro lado da margem do rio.
Agora, os nossos filhotes eram lobos, enormes. Lindos, independentes...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Despedida
O que pareceram longos períodos, olhando daqui, até que foram
muito curtos. Meados de Dezembro de 2010, nos despedimos dos
filhotes. Eles iriam para nova morada: o sítio. A Casa de Jacuípe já não tinha
a estrutura e espaço que eles precisavam. E como eles cresciam rápido. A cada
novo fim de semana eles pareciam dobrar de tamanho. O pelo estava cada dia mais
bonito e a personalidade de ambos se definia de maneira muito marcante. Boris,
tinha o jeito meio atrapalhado, até meio bobão. Por vezes, caíamos na
gargalhada observando esse grandalhão dormir com o focinho enterrado no pote de
água. E então ele acordava, desesperado, por não conseguir respirar. Sem
entender o que tinha acontecido e com muito calor, ele enterrava o focinho na
água outra vez para dormir e passados alguns segundos acordava d enovo. Era
patético, mas ao mesmo tempo adorável. Já Dominique, era a pequena lady. O
porte era de uma "dama". O Andar , o olhar , o jeito de se chegar na
gente e pedir carinho. Um poço dengo. E pirraça. O prazer era brincar de morder
Boris até o pobre gritar de dor.
Achava Dominique
uma cadela lindíssima, até Boris crescer. Eles eram, e são, lindíssimos. Mas
não podíamos mantê-los em Jacuípe. Então, na manhã do sábado de 18 de Dezembro,
os embarcamos no caro e levamo-nos para o sítio. A Viagem não foi muito
agradável. Eles enjoaram bastante. E tremiam. Por vezes tive vontade de pedir a
meu pai e Eric que voltassem com o carro e desistíssemos daquela ideia. Mas
eles estariam indo para um lugar melhor. Com muita área verde para correr e
crescer saudáveis.
O sítio era um paraíso, mas a distância entre nós aumentaria muito.
Eles já não estariam disponíveis para mim todo fim de semana. E já não poderia
estar com Boris em noites chuvosas ou com Dominique correndo pela grama em um
dia sol.
Dizer tchau no fim da tarde foi difícil. Mas os deixamos em boas mãos.
Eles seriam bem cuidados e em breve estaríamos juntos de novo.
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